De Jogo pra Filme – Street Fighter: A Batalha Final

De Jogo pra Filme – Street Fighter: A Batalha Final

Quando Street Fighter: A Batalha Final foi lançado, em 1994, os filmes baseados em games ainda eram uma novidade. Ainda não havia aquela opinião cada vez mais unânime de que eles eram sempre ruins, embora Double Dragon e Super Mario Bros., que saíram antes dele, o fossem.

O resultado final, todos nós sabemos: um filme terrível, com um roteiro duvidoso, efeitos especiais mais duvidosos ainda e um desprendimento do material original tão grande que até hoje serve como exemplo de como não se fazer um filme inspirado em outra propriedade intelectual. Mas ainda assim, ele tem lá seus momentos e seu valor.

Foi divulgado que Jean-Claude Van Damme, um dos maiores astros de ação da década de 90, seria o protagonista, no papel do Coronel Guile. E foi aí que o “sentido aranha” dos fãs começou a formigar. Nos jogos, o personagem principal é Ryu, e uma celebridade do calibre de Van Damme não iria aparecer simplesmente como um coadjuvante. Então Guile seria o grande herói do filme? E quanto a Ryu, como era que ficava? Algo não estava certo…

Também precisamos levar em consideração a atuação de Raul Julia como Bison. O ator, que enfrentava um severo câncer de estômago durante as gravações, desempenhou seu papel com um profissionalismo ímpar, tendo estudado os trejeitos e personalidades de vários ditadores da vida real para compôr seu Bison. O filme, aliás, é dedicado à ele.

Street Fighter: A Batalha Final não é e nunca será um bom exemplo de um filme baseado em um game, mas em toda sua cafonice e clichês de ação, serve como um retrato de seu tempo, uma época em que todos os filmes de ação de sucesso eram assim.


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