A Criação de Prince of Persia

A Criação de Prince of Persia

Conheça a história por trás das aventuras do Príncipe do Parkour da Persia nos games!

Prince of Persia

O Príncipe da Pérsia foi lançado em 1989 para Apple II, e depois para MS-DOS, NES, SNES, MEGA DRIVE e outros. Foi publicado pela Brøderbund, que mais tarde se tornaria nossa querida Ubisoft.

Na antiga Pérsia, o vizir Jaffar (onde já vimos isso antes?) dá um golpe de poder e tranca a princesa em uma torre, lhe dando duas escolhas: ou se casaria com ele, ou morreria em 60 minutos.

Persia
Prince of Persia no MS-DOS / Versão do Super Nintendo.

O príncipe da Persia (aparentemente o namorado/pretendente da princesa, e não seu irmão) foi jogado nas masmorras, de onde deve escapar para livrar a princesa e derrotar Jaffar antes do fim dos 60 minutos (o tempo é estendido para 120 na versão do Super Nintendo). Além de guardas e armadilhas, ele tem que enfrentar seu próprio clone, criado por um espelho mágico.

O jogo foi criado por Jordan Mechner, um designer de jogos americano. Ele concebeu a história, os gráficos e a jogabilidade de Prince of Persia.

Uma das maiores influências do enredo é a coletânea de contos Mil e Uma Noites, em que a rainha Sherazade conta histórias a seu recém marido por 1001 noites para que ele não a matasse. A história do Príncipe foi idealizada como uma das histórias que Sherazade conta.

Jordan Mechner, o criador de Prince of Persia.

Mechner confessou que não sabia como criar bons gráficos para um jogo, então decidiu filmar seu irmão fazendo parkour nos espaços da faculdade, em 1985, saltitando por muros e caminhos, e digitalizou essas cenas com uma técnica chamada Rotoscopia (onde você desenha por cima de quadros de um vídeo). A partir dos quadros estáticos desenhados na rotoscopia, criou as animações do jogo, que acabaram ficando bem fluidas, para a época, ficando bem acima dos padrões de outros jogos.

O irmão de Jordan Mechner fazendo parkour / Processo de Rotoscopia para as animações do jogo.

Ele também se inspirou nos movimentos de Indiana Jones em Os Caçadores da Arca Perdida, e nas lutas de espadas do filme The Adventures of Robin Hood, de 1938. Ele não só se inspirou nos movimentos de Robin Hood, mas também para a personalidade do príncipe: um herói rebelde que age contra um governo injusto.

Uma curiosidade é que o príncipe nunca teve um nome, desde o primeiro jogo até os últimos. Ele só foi ter um nome no lamentável filme “Prince of Persia, As Areias do tempo, de 2010, chamado de “Dastan”.

O Príncipe herdou os movimentos de Indiana Jones e a personalidade de Robin Hood.

Uma ideia inicial de Jordan Mechner era de colocar no jogo um editor de fases, onde o jogador poderia criar sua própria fase, com as armadilhas e desafios que quisesse, quase como um The Sims dentro do Prince of Persia! Ele tirou essa ideia do jogo Lode Runner, de 1983, e passou meses projetando o editor, mas no fim, não teria orçamento, memória e capacidade de incluir no lançamento. Só ele conseguiu aproveitar o The Sims Prince of Persia.

A ideia de Mechner para o editor de mapas.

O jogo não fez muito sucesso nos EUA ao ser lançado, vendendo apenas 7.000 cópias. Só foi explodir quando lançado no Japão e Europa: de 1989 a 1999 foram vendidas 2 milhões de cópias, um bom número para videogames da época. Segundo alguns críticos, nenhum jogo contemporâneo a Prince of Persia tinha esses gráficos e esse som. Acabou fazendo tanto sucesso, que se tornou uma trilogia e depois outra trilogia, então vamos lá para o segundo jogo da saga!

Prince of Persia 2: The Shadow and the Flame

Prince of Persia 2: A Sombra e a Chama foi lançado também pela Brøderbund em 1993 para MS DOS, Mac e mais tarde para Super Nintendo.

Onze dias depois dos eventos do primeiro jogo, o Príncipe se tornou um herói por ter derrotado Jaffar (spoilers), ele nega toda a riqueza oferecida pelo Sultão e decide pedir a princesa em casamento. Porém, quando chega ao palácio, ninguém o reconhece. Sua imagem, para os outros, se torna a de um indigente maltrapilho. Ele vê a si mesmo, um disfarce usado por Jaffar, que estava de volta, tomou seu lugar e manda os guardas atrás do indigente. Fugindo, o príncipe deve sobreviver a guardas, animais e novas armadilhas para quebrar a magia de Jaffar e salvar novamente a Pérsia.

Jaffar roubando a identidade do Príncipe.

Sob a supervisão do Mechner, a sequência tinha mais combates que o anterior, onde os inimigos vinham só de vez em quando, e sozinhos. Agora, até 4 inimigos chegam juntos, e até cercam o príncipe. Gráficos melhores e áreas maiores, uma evolução do que já tinha dado certo no primeiro.

Prince of Persia 2, Super Nintendo, 1993.

Prince of Persia 2 foi ainda melhor recebido que o primeiro. Foi considerado que era melhor em todas as dimensões: mais bonito, uma história mais intrigante, e uma jogabilidade mais cruel e impiedosa com os jogadores, o que era um atrativo, na época (vai entender). O jogo venceu o Melhor Jogo de Ação do Ano da Computer Gaming World.

Prince of Persia 3D: Arabian Nights

O terceiro jogo da primeira trilogia, Arabian Nights, foi publicado dessa vez pela Red Orb Entertainment para Windows e Dreamcast, em 1999.

O Príncipe da Persia acompanha o Sultão em uma viagem para visitar seu irmão, Assan. Chegando lá, os guardas são mortos e o Sultão aprisionado por Assan, e o príncipe é jogado em uma masmorra (de novo). O Sultão tinha prometido que casaria sua filha com o filho de Assan, Rugnor, mas a princesa tinha se negado, então ele aprisiona o Sultão e decide matar a filha. Aqui, o Príncipe é mais irmão do que namorado da princesa, mas nunca se sabe – Game  of Thrones está aí para nos lembrar disso.

O Príncipe precisa, então, fugir das masmorras e impedir Assan de matar a princesa da Pérsia.

Prince of Persia 3D: Arabian Nights, Windows, 1999.

A produção do jogo foi uma bagunça. Ele começou a ser produzido pela empresa Mindscape, em 1997, mas o desenvolvimento teve uma série de pausas devido à Brøderbund, a detentora da marca Prince of Persia. A Brøderbund sofreu uma série de compras e vendas durante o fim dos anos 90. Foi comprada pela Learning Company, em 1998, e depois pela Mattel, no mesmo ano, e o jogo acabou sendo continuado e lançado pela Red Orb Entertaiment, que era da marca Brøderbund, mas tinha sido separada nessa confusão de compras, ou seja: uma bagunça, e sabemos que isso não pode fazer bem para os jogos produzidos.

Pois é, não fez. Inspirado na jogabilidade e nos gráficos de Tomb Raider, de 1996, ele acabou não tendo tanto investimento e sucesso quanto a influência. A Red Orb acabou tendo que lançar o jogo antes do estágio de correção de bugs, então a primeira versão veio tão maluca quanto Cyberpunk 2077. Mais tarde, a Mattel, que tinha comprado as duas empresas, relançou o jogo com mais correções.  

Inspirado por Tomb Raider, Prince of Persia não teve tanto sucesso no 3D poligonal.

É, essas Noites da Arábia não foram nada quentes. O terceiro jogo do príncipe não foi bem recebido, já que a evolução para o 3D não foi bem executada como em jogos da época, como Final Fantasy, por exemplo, e o próprio Tomb Raider, no qual tinha se inspirado. A obra teve alguns pontos positivos, como a trilha sonora, a mecânica de pulo e as cutscenes animadas, e ele acabou sendo o protótipo do estilo de gameplay que viria mais tarde, com a segunda trilogia de Prince of Persia.

Mas a segunda trilogia é um assunto para o próximo Conta & Joga! Até lá, fala para a gente qual sua experiência com os primeiros Prince of Persia? Você passou tanta raiva quanto nós? Já imitou os movimentos de parkour do príncipe pelos sofás da casa? Conta aí nos comentários!


Esse conteúdo é propriedade do canal Conta & Joga, criado por Mateus Foca e Danilo Fernandes.

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